sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Ali(é)nada

Assim o politiqueiro pensa
A respeito do eleitor
O trata como lixo
Desprezando seu valor

Mas em época de campanha
O eleitor é amado
Sua reputação é tamanha
Que seu ego é inflado 
Seu voto vira barganha
Até seu chão é lavado

Mas por trás o que fazem
É dividir o tesouro
Tratam os votos que tem
Como moedas de ouro

Veem as pessoas como objetos
Como meras máquinas
As persuadem em secreto
Com conhecidas táticas

Dizem: aquela pessoa ali é nada
Por isso, vamos manobrá-la
Vamos também manipulá-la
Não importa desrespeitá-la

Nossa cabeça é bombardeada
A cada instante assediada
Por uma matilha desalmada
De lobos em dia de caça.

Giano Guimarães

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